Impacto da Fadiga e Sonolência ao Volante no Brasil

Os acidentes de trânsito lideram a 8ª causa de morte no mundo, segundo o relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018. No Brasil para o mesmo período, ocorreram 38.651 mortes em acidentes de trânsito [1]. Ao analisar as principais causas dos acidentes, o Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) levantou que 60% dos acidentes de trânsito são ocasionados por fadiga e sonolência [2]. Estes fatores impactam diretamente a qualidade da direção e são considerados as principais causas evitáveis de acidentes nas estradas.

"A adoção de contramedidas preventivas e eficazes reduzem o risco de acidentes em motoristas."



  • O QUE SÃO CONTRAMEDIDAS?

  • Consistem em diferentes modalidades com foco na redução da probabilidade de ocorrer acidentes, de modo a contribuir na tomada de decisão para evitar que o motorista dirija quando há risco inato de fadiga e/ou sonolência [3,4, 5].

  • BENEFÍCIO E IMPORTÂNCIA QUE ALERTAS GERAM EM UM ESTADO DE FADIGA?

  • A maior porcentagem dos acidentes por fadiga e sonolência, quando não fatais, provocam perdas econômicas consideráveis para os indivíduos, suas famílias e países como um todo. Essas perdas decorrem dos custos com tratamentos, reabilitação, redução/perda de produtividade, podendo representar 3% do produto interno bruto (PIB) em diversos países [6].

    O emprego de tecnologia para o monitoramento remoto de motoristas e operadores possibilita prever situações de risco com iminência de fadiga ou sonolência e, desta forma, mitigar potenciais acidentes e agravos.



    "De maneira preventiva, interagimos com os colaboradores quando o sistema identifica a necessidade de mantê-los estimulados, aumentando seu estado de vigília, e assim, mitigando os efeitos da fadiga e os riscos associados." - Pedro Guizardi, CEO da Dersalis".

    Considerando que a sonolência é um estado identificável, predizível e previsível, permite-se a adoção de contramedidas corroboradas pela literatura científica, como efeitos visuais, feedback vibratório e confirmação de recebimento do alerta, que efetivamente aumentam a performance do motorista e reduzem o estado de sonolência [3,7].



    Literatura recomendada:

    [1] World Health Organization. GLOBAL STATUS REPORT ON ROAD SAFETY. 2018.

    [2] Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. https://www.abramet.com.br/a-abramet/espaco-cientifico/artigos/.

    [3] Gaspar JG, Brown TL, Schwarz CW, Lee JD, Kang J, Higgins JS, et al. Evaluating driver drowsiness countermeasures. Traffic Injury Prevention, 2017;18:58–63. doi:10.1080/15389588.2017.1303140.

    [4] Fletcher A, Mcculloch K, Baulk SD, Dawson D. Countermeasures to driver fatigue: a review of public awareness campaigns and legal approaches, 2005:471–6.

    [5] A., Ford, C., Ecklund, G., van Leeuwen W., & Åkerstedt, T. Countermeasures for fatigue in transportation A review of existing methods for drivers, 2015.

    [6] Folha informativa - Acidentes de trânsito. Organização Pan-Americana da saúde. https://www.paho.org, 2019.

    [7] Kingman P. Strohl, Sharon L. Merritt, Jesse Blatt, Allan I. Pack et al. Drowsy Driving and automobile and crashes. National Center on Sleep Disorders Research: 1998.

    Sobre o Autor
    Paola Pansini
    Diretora de Pesquisa na Dersalis e Doutoranda em Biotecnologia pela Universidade Federal do Espirito Santo